Resenha: Livro “Razão e Sensibilidade” Jane Austen

Olá pessoal,
Hoje vou falar um pouco para vocês sobre o romance, Razão e Sensibilidade da Jane Austem.

Comprei recentemente duas coleção 3 em 1 na Amazon da Jane Austen. Umas das coleções vem os romances: Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Persuasão, três dos mais lidos romances desta que é uma das mais lidas e amadas autoras inglesas em todo o mundo. Comecei lendo Razão e Sensibilidade, pois já conheço a história de Orgulho e Preconceito, então deixei por último.

Autora: Jane Austen

Gênero: Romance de amor

Personagens: Elinor Dashwood, Marianne Dashwood

Capa dura: 632 páginas

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Capa rosa: Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Persuasão. Capa azul: Mansfield Park, Emma e Abadia de Northanger.

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Tradução: Roberto Leal Ferreira (formado em Grego e Português pela Universidade de São Paulo, Linguista pela Unicamp. Tem traduções pela Edunesp, Papirus, Martins Fontes, etc).

Jane Austen (Steventon, 16 de dezembro de 1775 – Winchester, 18 de julho de 1817) foi uma escritora inglesa.

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Retrato original de Jane Austen, aquarela, feito por Cassandra Austen, 1810.

Os romances de Jane Austen retratam principalmente o ambiente vivido pela autora. No contexto de alguém pertencente à nobreza agrária e de um tempo em que o casar bem os filhos, era a principal preocupação das famílias. Sendo assim retratado por Jane Austen em suas protagonistas.

Histórico

Jane Austen viveu na época da regência, porém sua obra literária se caracteriza por descrever com mais precisão a sociedade rural georgiana e não tanto as mudanças sofridas com a chegada da modernidade.

A era georgiana se caracterizou, também, pelas mudanças sociais no aspecto político. Foi a época das campanhas para a abolição da escravatura, da reforma das prisões e das críticas à ausência de uma justiça social. Foi também o período em que os intelectuais começaram a defender políticas de bem-estar social, e se construíram orfanatos, hospitais e escolas dominicais.

Entre 1795 e 1799, aos 19 anos, Jane Austen começou a redigir as primeiras versões dos romances que se publicariam sob os nomes Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito e  A Abadia de Northanger.
Em 1809 Jane retomou suas atividades literárias revisando Razão e Sensibilidade, que foi aceita por um editor em 1810 ou 1811, publicando de forma anônima, em outubro, como pseudônimo: “By a Lady”.
Descrição do romance
“Razão e Sensibilidade” conta a história das irmãs Dashwood, Elinor e Marianne, que, na Inglaterra dos últimos anos do século XVIII, ficam desamparadas com a morte do pai, cujas propriedades são deixadas como herança para um filho do primeiro casamento, obedecendo-se às leis inglesas. Bonitas, inteligentes e sensíveis, as irmãs Elinor e Marianne, sua mãe e sua irmã menor, Margareth, mudam-se para um chalé oferecido por um parente distante. Sem dotes a serem oferecidos para seus casamentos, Elinor, o arquétipo austeano da razão, e Marianne, o da sensibilidade, têm poucas oportunidades de conseguir um bom casamento, mas a grandeza de seus sentimentos – a sinceridade e a fidelidade do coração de ambas – se revela importante contra a hipocrisia de uma sociedade preocupada apenas com os bens materiais.
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Romance 1: Razão e Sensibilidade

Análise crítica

As obras de Jane Austen  tem sido constantemente adaptada para o teatro, cinema e televisão. Nos meios acadêmicos, tem gerado grandes e proveitosos estudos de sua abrangência, sociológica e histórica, alcançando um público bastante amplo.

A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, tendo em vista sua aceitação, nos dias de hoje.

Engana-se quem lê as obras de Austen pensando que é meramente um romance bobo, ou um passa tempo. A inocência de suas obras é apenas fictícia, e pode ser interpretada de várias maneiras.

Para começar, a autora escolheu duas linhas de pensamento muito complexas para abordar nessa obra. Assim, já percebe-se que não um romance banal, mas algo dotado de profundo sentimento.

Razão e Sensibilidade: Será que são contrapostos? Será que possuem uma ligação?

Bom, já sabemos que existem pessoas diferentes e ideias divergentes. Assim como essa resenha é a minha mais profunda opinião, você, caro leitor, pode discordar do que tenho para dizer e da minha visão da obra.

Para entendermos melhor nossas protagonistas vou elencar algumas palavras para descrevê-las:

Elinor: Senso, razão, lógica, inteligência, beleza, sentimento.

Marianne: Emoção, sensibilidade, passionalismo, inteligência, beleza, sentimento.

Podem perceber que as palavras em itálico, se repetem para ambas, e é exatamente o que eu gostaria de mostrar para vocês. Ambas com a sua forma de encarar o mundo, com o seu raciocínio, com a sua paixão pela vida, ao mesmo tempo em que são tão diferentes, são tão parecidas. Pois elas são a expressão da inteligência, da beleza e do sentimento.

Esse livro não fala nada que não seja sentimento em cada modo ser ser. E na minha opinião, Jane Austen queria exatamente isso. Ela queria conflituar com duas personalidades distintas que arrebatam o leitor e o traz para sua realidade.

O que Austen queria dizer? Veja a pessoa que está ao seu lado, seja ela a razão ou a emoção!!

Jane Austen mostra que a paixão é instantânea, mas pode ser momentânea e se abalar por qualquer dificuldade que venha a encontrar. Já o amor nasce e é construído através da confiança, da dedicação, do companheirismo.

Com base nos trechos abaixo, podemos perceber que o romance procura mostrar todo um mundo vivido pelas protagonistas. E além desse mundo, mostrar também o que elas sentiram durantes suas experiências amorosas.

Marianne:

“… não tenho medo de mostrar meus sentimentos
e de fazer coisas imprudentes,
pois acredito que o que não se mostra, não se sente.
Coisa que talvez surpreenda muito a você,
pois os seus sentimentos são tão guardados
que parecem não existir realmente…”  

Marianne:
“Seus olhos carecem de todo aquele espírito, daquele fogo que anuncia ao mesmo tempo a virtude e a inteligência. Além disso, receio mamãe, que ele não tenha um verdadeiro bom gosto… Admira como um apaixonado não como um connoisseur. Para me satisfazer essas característica precisam vir juntas. Eu não poderia ser feliz com um homem cujo gosto não coincidisse com o meu. Ele tem de entrar em todos os meus sentimentos; os mesmos livros, a mesma música devem nós encantar… Mamãe, quanto mais conheço o mundo, mas me convenço de que jamais encontrarei um homem que posso realmente amar. Sou tão exigente!” 
 
Marianne: Haverá felicidade no mundo maior que essa?   
Edwart: Desejo, como todo mundo, ser muito feliz, entretanto, como todo mundo, tem de ser do meu jeito. O prestígio não me trará fama.
Marianne: O contrário é que seria estranha! Que têm a ver riqueza ou prestígio com felicidade?
Elinor:
“E afinal Marianne, por mais fascinante que seja a ideia de um único e constante amor e apesar de tudo o que se possa dizer sobre a felicidade de alguém depender completamente de uma pessoa determinada, as coisas não devem ser assim, nem é adequado ou possível que seja.” 
 
Marianne: E mesmo assim ainda o amava!
Elinor: Sim. Entretanto não amava só ele; o bem estar dos outros é importante pra mim , e por esse motivo queri poupa-los de como me sentia. Agora já consigo pensar e falar sobre isso com pouca emoção. Não queria que sofressem por minha culpa, pois lhe garanto que não estou mais sofrendo muito. Tenho muitas coisas que me dão apoio. 
 
Elinor:
“As vezes somos guiados pelo que dizemos de nos mesmos e com muita frequência pelo que outras pessoas dizem de nós sem que paremos para refletirmos e julgarmos.” 

 “Mariane Dashwood nascera para um destino extraordinário. Nascera para descobrir a falsidade de suas próprias opiniões e para contrariar com sua conduta suas máximas mais queridas.” 

“Mariane jamais podia amar pela metade, e todo o seu coração se tornou, com o tempo, tão devotado ao marido quanto antes o fora a Willoughby.” 

Com base na descrição que fiz de Elinor e Marianne e nos trechos acima, podemos ver um pedacinho do que ambas passaram e que, ainda hoje, é muitas vezes ignorado e obscuro.

O sentimento…

…ele é sentido, mas desconhecido!!

É um turbilhão de emoções que nos agarra e nos arrasta para um lugar diferente e misterioso todos o dias. Porém, cada pessoa tem uma forma de lidar com suas emoções.

Além disso, o livro representa muito bem o tipos de caráter das pessoas. Além das irmãs e de personagens secundários com traços de caráter bem marcados, temos o exemplo das principais figuras masculinas do livro, como o caráter honesto e íntegro de Edward Ferrars. O altruísmo e a introspecção do Coronel Christopher Brandon e a sensibilidade e imprevisibilidade de John Willoughby sensível.

É assim que eu faço minha leitura sobre Razão e Sensibilidade, uma explosão de sentimentos e uma grande representação dos diversos tipos de carácteres.

Marianne e Elinor amaram e sofreram. Sendo racional ou irracional, um amor sereno ou intenso, impulsivo ou ponderado. Cada uma vive à sua forma de viver, mas no fim, todos buscam a felicidade.

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Adaptação da bora por Ang Lee, filme lançado em 1996.

Onde adquirir o livro?Comprei na Amazon, por R$ 41,90, capa dura.

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E aí, gostaram da resenha? Caso tenha gostado não percam a oportunidade de aprender com outros grandes romances. Clique aqui e veja outra resenha.

Fonte: Wikipédia, Saraiva, Amazon.

3 comentários sobre “Resenha: Livro “Razão e Sensibilidade” Jane Austen

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